Órteses de cotovelo
Quando são indicadas
- Epicondilite lateral — o “cotovelo de tenista”, com dor na face externa
- Epicondilite medial — o “cotovelo de golfista”, com dor na face interna
- Compressão do nervo ulnar no túnel cubital, que causa formigamento no dedo mínimo e no anelar
- Instabilidade ligamentar após luxação ou entorse
- Pós-operatório de cirurgias do cotovelo
- Fraturas estáveis tratadas de forma conservadora
- Contratura em flexão, com órteses progressivas para ganho de amplitude
- Artrite com dor e instabilidade
Tipos
- Faixa ou bracelete epicondiliano — tira que aplica pressão sobre a musculatura logo abaixo do cotovelo, alterando o ponto de tração sobre o tendão inflamado. Simples e amplamente usada na epicondilite.
- Órtese de punho para epicondilite — pode parecer contraintuitivo, mas repousar o punho reduz a tração sobre os tendões que se originam no cotovelo, e em muitos casos ajuda mais que a faixa.
- Órtese noturna para túnel cubital — mantém o cotovelo em extensão parcial durante o sono, evitando a flexão prolongada que comprime o nervo ulnar. É frequentemente o tratamento conservador mais eficaz para essa condição.
- Órtese articulada com regulagem de amplitude — permite definir os limites de flexão e extensão, com ampliação progressiva. Uso pós-operatório.
- Órtese estática progressiva ou dinâmica — para ganho de amplitude em contratura.
- Imobilizador de cotovelo — mantém posição fixa, uso temporário após trauma ou cirurgia.
Órteses de ombro
Quando são indicadas
- Pós-operatório de reparo do manguito rotador, com tipoia de abdução
- Após luxação do ombro, para proteção durante a cicatrização
- Instabilidade recidivante, incluindo modelos para retorno ao esporte
- Subluxação do ombro após AVC — situação frequente e importante. Quando a musculatura do ombro fica paralisada, o peso do braço traciona a articulação para baixo, causando dor e limitando a reabilitação. A órtese ou tipoia de suporte previne isso.
- Lesão do plexo braquial, com posicionamento e proteção
- Fraturas de úmero proximal e de clavícula
- Capsulite adesiva (ombro congelado), em situações específicas
- Paralisia do nervo axilar ou fraqueza do deltoide
Tipos
- Tipoia simples — apoia o braço, uso temporário
- Tipoia com faixa torácica — impede a rotação do braço, uso pós-operatório e pós-luxação
- Tipoia de abdução — mantém o braço afastado do corpo com uma almofada, posição indicada após reparo do manguito rotador
- Órtese de suporte para subluxação — sustenta a cabeça do úmero, prevenindo o deslocamento para baixo em pacientes com ombro paralisado após AVC
- Órtese estabilizadora para instabilidade — limita os movimentos que provocam a luxação, permitindo atividade e esporte
- Órtese em oito para clavícula — mantém os ombros retraídos em fraturas de clavícula
Adaptação e uso
- Siga rigorosamente o protocolo pós-operatório: em cirurgias de ombro, os prazos e as posições permitidas são definidos pelo cirurgião e influenciam diretamente o resultado
- Faça os exercícios prescritos nos intervalos de uso, quando autorizados — a rigidez de ombro se instala rápido
- Inspecione a pele, com atenção às axilas e ao pescoço, onde as correias apoiam
- Ajuste o comprimento das correias para evitar sobrecarga no pescoço
- Lave os forros regularmente
- Órtese de ombro não substitui reabilitação. No ombro, o resultado depende centralmente da fisioterapia.
Perguntas frequentes
Faixa de epicondilite funciona?
Ajuda parte dos pacientes com dor, atuando como alívio sintomático. Ela não trata a causa — o tratamento passa por ajuste de carga, correção de gesto e fortalecimento excêntrico, com fisioterapia.
Quanto tempo uso a tipoia após cirurgia de ombro?
Depende da cirurgia e do protocolo do cirurgião, geralmente de algumas semanas a alguns meses, com liberação progressiva. Siga a orientação recebida.
Tenho o ombro caído depois do AVC. Órtese ajuda?
Sim, esse é um caso com indicação bem estabelecida. A órtese de suporte previne o agravamento da subluxação e reduz a dor, o que permite que a reabilitação avance. Vale avaliar.
Posso dirigir com a tipoia?
Não é recomendado. Além do risco, pode haver implicações legais. Consulte o médico responsável.
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Fisioterapeuta — CREFITO-4 nº 34657, responsável técnico e diretor clínico da 4Bionic. Revisado em agosto de 2026.
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