A Össur organiza os joelhos protéticos em famílias com propósitos bem distintos. Entender essa lógica ajuda mais do que decorar nomes de modelo.
As famílias
Rheo Knee — microprocessado. A linha de topo. O Rheo Knee usa tecnologia de fluido magnetorreológico: um fluido cujo comportamento muda instantaneamente quando exposto a um campo magnético. O microprocessador lê a marcha e ajusta a resistência a cada instante, sem depender de válvulas mecânicas. A versão XC é voltada a usuários mais ativos.
Power Knee — motorizado. Diferente de todos os outros: em vez de apenas resistir ao movimento, ele gera força ativamente, ajudando a impulsionar o corpo ao subir escadas e ao levantar de uma cadeira. É uma categoria à parte.
Total Knee — policêntrica. A família mecânica mais tradicional da Össur, com geometria de múltiplos eixos que oferece estabilidade no apoio e boa passagem do pé no balanço. As numerações 1900, 2000 e 2100 correspondem a perfis diferentes de usuário, e há a versão Junior para crianças.
Balance Knee — estabilidade. Voltada a usuários que priorizam segurança. As versões OFM1 e OFM2 diferem no mecanismo de estabilização.
Aspire — linha modular. Família com variantes M1, M2, M3, P1 e H1, cobrindo diferentes níveis funcionais.
Locking Knee — com trava. Máxima segurança, marcha rígida. Para usuários com equilíbrio muito comprometido.
Cheetah Knee — esportivo. Para corrida, compondo a prótese esportiva com as lâminas Cheetah.
Navii e Paso — modelos com posicionamento próprio na linha.
Comparativo
A preencher pela equipe. Para cada modelo: nível de impacto ou grau de mobilidade, peso máximo do usuário, peso do componente, ângulo de flexão, altura de montagem e nível de amputação. Fonte: página oficial de cada produto.
Uma nota sobre o Power Knee
Vale um parágrafo separado, porque ele confunde muita gente.
Todos os outros joelhos protéticos são passivos: eles resistem ao movimento, mas quem produz a força é o seu corpo. Ao subir uma escada, é a sua perna preservada e o seu tronco que levantam o peso.
O Power Knee tem motor. Ele empurra. Isso muda a equação em duas situações específicas: subir escadas alternando os pés e levantar de uma cadeira, que são justamente as tarefas mais desgastantes para quem tem amputação transfemoral.
A contrapartida é peso, custo, autonomia de bateria e manutenção. É indicado para perfis específicos, e a avaliação define.
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Fisioterapeuta — CREFITO-4 nº 34657, responsável técnico e diretor clínico da 4Bionic. Revisado em agosto de 2026.
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